
Fim de semana, fim de férias, sentei-me ao computador para deixar ficar as recordações dos dias passados em Rebordinho na casa da prima Piedade.
Estava eu a sorrir, lembrando-me das nossas conversas, das histórias do passado, quando, derrepente alguém bem perto de mim chorava e gritava pedindo ajuda.
Deixei de sorrir...
Levantei-me e vi, vi o que não queria ver, o sofrimento de quem naquele momento não estava a ser compreendido nem respeitado, vi a falta de profissionalismo de pessoas que naquele momento tinham de saber ser humanas, vi socorristas tratarem pessoas como animais.
Senti raiva, revolta e pena, muita pena daquelas pessoas que se esqueceram que eram humanos e um dia poderão necessitar de ajuda, ajuda... será que sabem o que isso significa?...
Aqueles que nunca sofreram não sabem nada; não conhecem nem os bens nem os males; ignoram os homens; ignoram-se a si próprios

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